terça-feira, 22 de outubro de 2013

Pierrô


É noite de carnaval
Mas ele chora,
Desanima-se com a festa
Pois ela o ignora.

Coisas sem sentido
Com o coração ferido
Está no baile desiludido
Por seu amor perdido.

Sua dama o trocou
Por um Arlequim travesso
Que a conquistou.

Agora por desamor,
Em seu rosto, o Pierrô,
Uma lágrima tatuou.

Minha vida

Travessa,
devassa,
inusitada,
precipitada.

Minha vida
é assim
e eu não quero
mais nada!

Colombina

Vestida em alvinegro
Saia leve e rodada
Com sua meia arrastão
Desfila pelo salão.

Procura pelo amor perfeito,
Mas não tem quem a conquiste
Apesar das evidências negativas
Acredita veemente que ele existe.

Simpática, ela é toda prosa.
Nas noites de festa, vaidosa,
Pretendente algum ela aprova.

Ó Colombina, não me leve a mal
Mas comentam que o seu par ideal

Definitivamente é o carnaval.

sábado, 6 de abril de 2013

Noite de Natal



O mundo fica mais esperançoso
Em ver todo ser humano bondoso.
A emoção faz o amor saltar o peito
De atribuir ao próximo, respeito.

As crianças esperam o papai Noel,
Velhinho de bochechas rosadas,
Descer pela chaminé. Abusado!
Não tem medo de ficar entalado?

As gotas de chuva que caem do céu
Deixam o ambiente mais aconchegante.
Reunidos todos cantam. Que fatigante!

A noite de natal é assim,
Composta de pessoas afortunadas
Que se confraternizam enfim.

Alforria




Lembro-me do tempo em que eu era escravo
Não pela cor da pele, mas por culpa do amor.
Perseguido eu não podia passear ao vento
Apenas deveria respirar sem nenhum lamento.

Como o tempo passa e nós sempre desatentos
Não percebemos que se acabaram os maus tratos
O amor que me alienou se despede e vai embora
Deixando-me perdido neste mundo que apavora.

As correntes que me lembravam da escravidão
Foram quebradas, não por Isabel, a princesa,
Mas pela fuga dos momentos sem destreza.

Eu, amado sufocado, era explorado, mas só ria,
Adorava ser objeto de uso de quem pertencia
Porém, agora choro, pois ganhei minha alforria.

É o fim do mundo



Acabou-se tudo
Corram sortudos!
Mudos...
Gritem absurdos
Surdos...
A Terra num segundo
dissipar-se-á em miúdos.

Túmulo



Era um ser insignificante
Nada estava ao seu alcance.
Não queria ser livre para viver
Perdia dias esperando acontecer.

Não gostava de ser ninguém,
Desejava se amarrar a alguém
Mas não sabia dizer a quem,
Por nunca ter ido além.

Pertencia a um todo
Mais parecia um tolo,
Todo sujo de lodo.

Via como luz no fim do túnel,
Para acabar com esse infortúnio,
O seu próprio túmulo.