segunda-feira, 14 de setembro de 2015
terça-feira, 21 de outubro de 2014
Pena e Pergaminho
Escrever
versos
Com pena e
tinta,
Usando letra
cursiva
É prática extinta.
Pequeno
documento
pergaminho
Papel antigo,
Que se perdeu
pelo caminho.
Infinitas
juras de amores calados
Com os poemas
escritos e lidos,
pelos eternos
amados.
Poetas do
passado, sozinhos,
Os redigiram
a tinta,
Com pena e pergaminho.
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
Trapiche
sentir o
vento na face
vendo um
mundo inteiro
sobre o
Amazonas adentro.
Venha contar
as maresias,
olhar para o
horizonte infinito
celebrar o
pôr do astro sol
neste cenário
bonito.
Venha se ver
como um pássaro,
que sobre o
rio voa e se exibe
com manobras
belas e livres.
Venha as
águas turvas prestigiar,
e junto a São
José de Macapá
se lançar
neste majestoso rio mar.
Libélula
Com meus pés
descalços
Corri por
campos verdes
Sem nenhuma
roupa de baixo
Só com
camisola transparente.
Senti o vento
por meu corpo
Eu livre como
uma pluma
Leve a
flutuar pela mata
Quase
totalmente nua.
Delicada como
um inseto ínfimo
eu sonhava com
uma vida simples,
esse era o
meu desejo mais íntimo.
Queria a
liberdade daquela libélula
Pousada sobre
a flor mais bela
Que eu via da
minha janela.
terça-feira, 22 de outubro de 2013
Pierrô
É noite de
carnaval
Mas ele chora,
Desanima-se
com a festa
Pois ela o
ignora.
Coisas sem
sentido
Com o coração
ferido
Está no baile
desiludido
Por seu amor
perdido.
Sua dama o
trocou
Por um
Arlequim travesso
Que a
conquistou.
Agora por
desamor,
Em seu rosto,
o Pierrô,
Uma lágrima tatuou.
Colombina
Vestida em
alvinegro
Saia leve e
rodada
Com sua meia
arrastão
Desfila pelo
salão.
Procura pelo
amor perfeito,
Mas não tem
quem a conquiste
Apesar das evidências
negativas
Acredita
veemente que ele existe.
Simpática, ela
é toda prosa.
Nas noites de
festa, vaidosa,
Pretendente
algum ela aprova.
Ó Colombina,
não me leve a mal
Mas comentam
que o seu par ideal
Definitivamente
é o carnaval.
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